Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe”

Um ateu foi acusado de blasfêmia e preso depois de ser denunciado pelo Conselho de Ulemás da Indonésia. O arquipélago da Indonésia, com 210 milhões de habitantes é o maior país muçulmano do mundo. Estima-se que 90% de sua população segue o Islã. Os ulemás são um tipo de líder religioso muçulmano.

O Comissário Chairul Aziz, chefe de polícia de Dharmasraya, cidade da ilha de Sumatra disse em entrevista ao jornal Jakarta Globe que os representantes do Conselho de Ulemás e de outras organizações islâmicas acreditam que Alexander, 31, afrontou o Islã usando passagens do Alcorão para negar a existência de Deus.

Alexander, um funcionário público, pode ser condenado a passar cinco anos na prisão por escrever “Deus não existe” na página do Facebook do grupo que ele modera, “Ateis Minang” (“Os ateus de Minang”). Essa página tem 1.361 seguidores.

De acordo com seu perfil pessoal no Facebook, ele foi criado muçulmano, mas em 2008 decidiu não mais seguir a religião de seus pais. Suas postagens aparentemente foram removidas após sua detenção.

Seu breve comentário acabou gerando um debate sobre religião com outros usuários da rede social. Logo em seguida ele também teria escrito: “Se Deus existe, por que acontecem coisas ruins?” e também “Se Deus é misericordioso, deveriam acontecer apenas coisas boas”.

O que começou como uma argumentação on-line, acabou levando dezenas de pessoas irritadas com Alexander a invadir o escritório onde ele trabalhava. Entre elas estavam alguns de seus colegas de trabalho. Além de passarem a discutir verbalmente dentro escritório, alguns passaram a agredi-lo violentamente. A polícia então foi acionada e agora Alexander está em regime de prisão preventiva.

O comissário Chairul explica que o problema maior foi Alexander ter usado o Alcorão para justificar seu ponto de vista ateu. ”Ao fazer isso, ele violou as leis antiblasfêmia do país, ofendendo o Islã.”

“O homem disse aos investigadores da polícia que, se Deus realmente existe e tem poder absoluto, por que ele não impedir que coisas ruins acontecendo neste mundo.”

O Código Penal da Indonésia prevê uma pena de até cinco anos para o crime de blasfêmia, definido como “expressar publicamente sentimentos ou fazer algo que divulgue abusos, ódio ou ofensas a certas religiões na Indonésia, de forma que possa fazer alguém desacreditar a religião”.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, presidida por Ifdhal Kasim pediu que a polícia mantenha-se neutra e não sinta-se forçada a agir pela pressão da maioria.

“Eles deveriam proteger a liberdade de expressão, em vez de ouvir os apelos da maioria”, disse ao jornal. ”A polícia deve permanecer neutra, em vez de cumprir a lei subjetivamente”.

Ele também atacou o  Conselho de Ulemás, dizendo que é uma organização religiosa e não uma instituição estatal. ”Se todo mundo obedece o que o Conselho diz, seguir a lei será impossível”.

Um membro de uma importante organização ateísta da capital Jacarta, disse que o caso é uma clara violação dos direitos humanos. Ele não quis ser identificado, pois teme por sua segurança. “Se o Conselho de Ulemás pensa que há um amigo imaginário lá em cima, isso não significa que as outras pessoas também devem acreditar “, disse ele. ”Por que não podemos criticar a religião? Isso é contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.”

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Padre de Las Vegas é condenado após apostar US$ 650 mil da igreja

 

Um padre americano da cidade americana de Las Vegas foi condenado a 3 anos e 1 mês de prisão por roubar e apostar em cassinos da cidade centenas de milhares de dólares de sua paróquia.

Kevin McAuliffe, de 59 anos, também foi proibido de frequentar cassinos e será obrigado a passar por um tratamento por seu vício em jogos após ser libertado.

Segundo o relato do jornal local Las Vegas Review-Journal, McAuliffe passou a maior parte do julgamento cabisbaixo e se disse arrependido de ter desviado cerca de US$ 650 mil (o equivalente a R$ 1,8 milhão) ao longo de oito anos.

Como vigário-geral da diocese de Las Vegas, o padre tinha amplo controle das finanças da igreja na qual trabalhava.

Ele foi acusado de desviar o dinheiro da conta bancária da igreja, das cestas para coletas de doações, da loja da paróquia e do fundo missionário.

Investigado pelo FBI
Os desvios de McAuliffe teriam sido descobertos após uma investigação de três anos realizada pelo FBI, a polícia federal americana. Desde que foi descoberto, o padre já teria devolvido US$ 13 mil (R$ 35,5 mil) do dinheiro roubado.

“Eu tenho o mais profundo remorso e arrependimento”, afirmou McAuliffe durante o julgamento, afirmando ter “traído e escandalizado” a Igreja Católica e sua congregação.

“A igreja é minha família”, disse McAuliffe. “Sei que minha falha pessoal ficará comigo para o resto de minha vida”, afirmou.

Apesar de sua admissão, muitos frequentadores de sua paróquia defenderam o padre e esperam que ele recorra da sentença.

“No tempo em que esteve aqui, esse homem fez mais para nossa paróquia que qualquer outro padre”, afirmou ZoeAnn Murphy à TV ABC.

fonte: BBC Brasil

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Padre é preso em Brasília sob suspeita de estuprar seis jovens

O padre Evangelista Moisés de Figueiredo, 49, natural de Brejo dos Santos, Ceará, teria abusado sexualmente de seis crianças durante mais de um ano. A informação é do diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal Onofre Moraes.

Padre é preso em Brasília sob suspeita de estuprar seis jovens

As crianças tinham entre 5 e 14 anos, um deles um menino. A polícia investiga o caso há três semanas, a partir da denúncia da mãe de cinco vítimas. A outra criança era vizinha da família.

Os crimes teriam acontecido na casa do padre e na casas das vítimas, na região de Chácaras, no Distrito Federal, perto do Lago Sul.

Evangelista não falou à imprensa sobre as acusações. A polícia diz que ele nega as agressões e que a arma era de outra pessoa.

O suspeito era pároco da Igreja de São Francisco de Assis e era próximo das famílias das vítimas. O pai das cinco crianças é caseiro de uma chácara, e o pai da outra é pedreiro.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Valéria Raquel Martirena, as provas do crime são os relatos idênticos das seis crianças, que chegam a citar um vídeo pornográfico que o padre mostrava por meio do celular. O vídeo, que não tem a presença do pároco, foi encontrado em seu aparelho.

Ainda de acordo com a polícia, o padre atraia as vítimas com promessa de dinheiro, de R$ 20 a R$ 30, e ajuda com os deveres escolares. Foi encontrada uma arma calibre 36 em sua casa. No momento da prisão, às 6h desta sexta-feira, Evangelista estava acompanhado da secretária de outra paróquia, onde o padre atuava há dez anos, completamente nua.

Segundo a polícia, ele teve outros problemas na antiga paróquia, em Brasília, onde trabalhou por oito anos.

Ele pode responder de 8 a 15 anos de prisão por estupro de vulnerável e de 1 a 3 anos por porte ilegal de armas. Somadas, as penas chegariam a 93 anos de prisão.

O padre segue em prisão preventiva enquanto o processo penal correr. A Polícia Civil investiga se há outras vítimas.

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3 padres católicos são condenados por pedofilia em Alagoas a penas de 21 e 16 anos de prisão

RECIFE – O juiz da 1.ª Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca (AL), João Luiz de Azevedo Lessa, condenou nesta segunda-feira, 19, por crime de pedofilia, três membros da Igreja Católica: monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 83 anos, a 21 anos de prisão; monsenhor Raimundo Gomes, de 53, e o padre Edílson Duarte, de 45, a 16 anos e 4 meses de prisão. É o maior escândalo de pedofilia envolvendo a Igreja no País.
Os padres Luiz Marques, Edilson Duarte e Raimundo Gomes durante o julgamento – Ailton Cruz/AE
Ailton Cruz/AE
Os padres Luiz Marques, Edilson Duarte e Raimundo Gomes durante o julgamento

Apesar da condenação, eles não foram presos. Segundo o juiz, os três são réus primários e cumpriram as determinações solicitadas pela Justiça. Após o recesso judiciário, os advogados dos réus serão notificados e terão cinco dias para recorrer.

A sentença só foi proferida após quase quatro meses do final do julgamento, adiado várias vezes por pedidos de diligência e ausência de testemunhas.

Os padres foram investigados após denúncias de ex-coroinhas que relataram abuso sexual dos religiosos contra crianças e adolescentes, em março de 2010. Um ex-coroinha, que diz ter sido vítima de monsenhor Barbosa, filmou às escondidas o sacerdote na cama com um outro coroinha, colega seu. As denúncias e o vídeo chocaram a cidade, a segunda maior de Alagoas, com população de 209 mil habitantes.

O bispo da diocese regional de Penedo, que engloba Arapiraca, Dom Valério Breda – que, segundo as vítimas, tinha ciência de tudo -, afastou os réus dois dias depois da eclosão do escândalo. Ele prometeu para a terça-feira, 20, a divulgação de uma nota oficial da diocese sobre a condenação judicial.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual à Justiça, figuram como vítimas de abuso dos condenados Fabiano Silva Ferreira, de 21 anos, Cícero Flávio Vieira Barbosa, de 20, e Anderson Farias Silva, de 21. Eles foram os primeiros a serem ouvidos pelo juiz – que estava acompanhado do promotor do MPE, Alberto Tenório – durante o julgamento. Eles reafirmaram as denúncias de abusos ocorridos quando eram menores de idade.

De acordo com os autos do processo, as investigações apontaram que os padres prometiam vantagens econômicas aos coroinhas. Em um dos depoimentos da acusação, o caminhoneiro João Ferreira, que foi motorista de monsenhor Barbosa, disse que o condenado era carinhoso com os coroinhas, mas se deu conta de que ele abusava dos garotos depois de ver o vídeo…

 

FONTE: ESTADAO

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NETMOVIES: COMO SER LESADO POR UMA EMPRESA ESTELIONATÁRIA

Tudo começou tem uns meses. A ideia parecia boa inicialmente, assistir filme pela internet pagando pouco por mês. Porém, como tudo  que é tupiniquim, não demorou muito para ver a realidade por trás das aparências.

Os filmes são ruins, o serviço de entrega, faz a entrega no dia e horários que bem entende. Ou seja, a única forma de você receber o filme é ser um vagabundo à disposição deles em todo o horário comercial, ou uma dona de casa.

E, claro, é digno de nota a DEMORA de SEMANAS (até meses) para se assistir um lançamento interessante. Ou você se contenta em pagar caro para assistir filmes que equivaleriam a CATÁLOGO nas locadoras (aqueles que são oferecidos de brinde) ou teria que esperar uns 6 meses para assistir todos os lançamentos do semestre PASSADO.

Isso, para não falar nas vezes em que pedi um filme e fui agraciado com outro “parecido”. Claro, os motoboys são um “show” à parte, te chamando de mano e oferecendo serviços “extraordinários”, talvez para ajudar a pagar a conta da “motoca”, já que devem ser remunerados à base escravagista.

Não foi preciso muito para ver que se tratava de mais uma dessas aventuras empresariais feitas por incompetentes (ou espertalhões) que tem como objetivo apenas encherem o bolso o mais rápido possível antes que algum player SÉRIO entrasse no mercado, como foi o caso agora da Netflix.

Assim sendo, pedi que cancelassem minha assinatura. Mas foi exatamente ai que começou o suplício. Descobri que a empresa na verdade não passa de uma gangue de GOLPISTAS que se utiliza da internet para roubar desavisados. E porque digo isso?

a) Faz meses que tento, e não consigo cancelar a assinatura, ha sempre uma taxa que ainda não foi cobrada. E eles apenas cancelam quando não há débitos. DETALHE: assim que vc paga a fatura, eles já criam um débito referente ao mes seguinte. Ou seja, seria impossível terminar a cobrança;

b) Não há telefones para contato ou meio de registrar uma reclamação. Vc manda uma mensagem (SEM REGISTRO, OU SEJA, VC FICA SEM PROVAS) pelo sistema interno deles e reza para ser atendido;

c) Após muito briga, algumas ameaças e cobranças abusivas (que  NÃO foram estornadas). Consegui que os golpistas, digo, Netmovie, fizesse o cancelamento da assinatura…

d) Mas adivinhem a surpresa. Meses depois, fui surpreendido com a “mágica” reativação da assinatura, sem meu consentimento, e a cobrança em meu cartão de crédito, meses depois de cancelada a assinatura.

Por isso, peço a todos aqueles que tenham sido roubados por esses golpistas, que entrem em contato comigo, para levarmos isso ao ministério público. CHEGA DE IMPUNIDADE!!

CONTATO: sl@netcracy.com

 

 

 

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Padre é condenado por molestar adolescentes em igreja de Franca-SP

Um padre foi condenado a 60 anos e oito meses de prisão por molestar ao menos quatro adolescentes que atuavam como coroinhas na Paróquia São Vicente de Paulo, em Franca, a cerca de 400 km de São Paulo. O padre José Afonso Dé, de 76 anos, vai recorrer em liberdade, já que a defesa dele obteve um habeas corpus para o julgamento de recurso.

Os crimes de estupro e atentado violento ao pudor ocorreram em 2010, quando o Padre Dé, como era conhecido pelos fiéis, ainda dirigia a paróquia no bairro Jardim Tropical, que fica em uma das regiões mais populosas da cidade. Os jovens, com idade entre 11 e 16 anos, contaram à polícia que haviam sido molestados.

O caso chamou atenção e na época o padre convocou uma entrevista coletiva para se defender das denúncias. Entre outras coisas, ele alegou que sempre foi muito afetivo e que isso poderia ter gerado alguma confusão. “Podem ter interpretado mal um gesto de carinho, uma carícia…”, disse em um trecho da entrevista. Em outro, completou: “Nunca cheguei perto de um menino com desejos sexuais”.

A decisão da 2ª Vara Criminal saiu há quatro meses, mas somente agora se tornou pública porque corre em segredo de Justiça. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, responsável pelo inquérito, e o Ministério Público disseram que não vão se manifestar sobre o caso.

O padre está desde o ano passado afastado da igreja e também se nega a falar novamente sobre qualquer assunto que envolva as denúncias.

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Absurdo: Bispo sugere que mulheres só são estupradas quando querem

Bíspo de Guarulhos, Luiz Gonzaga Bergonzini, diz que mulheres mentem ao dizer que foram estupradas. Ele acusa que a mentira seria apenas para conseguir liberação da lei para pratica do aborto.

“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. “Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] ‘Não queria, não queria, mas aconteceu…’”, diz. “Então sabe o que eu fazia?” Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. “Eu falava: bota aqui”, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. “Entendeu, né? Tem casos assim., do ‘ah, não queria, não queria, mas acabei deixando’. O BO é para não facilitar o aborto”, diz.

A posição do bíspo é um uma tentativa de dificultar o aborto nas cidades da grande São Paulo.

O bíspo Luiz Gonzaga é um claro exemplo da mistura de politica com religião, e usa de sua influência em fiéis para mudar votos e opiniões da massa. Como foi o caso de seu discurso contra a presidenta Dilma, em que ele fez “pregações” contra as intenções da candidata e espalhou folhetos por várias igrejas. Ato que resultou na derrota do PT na cidade de Guarulhos.

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Bispo justifica pedofilia: ‘tem criança que provoca’

 

“Se ficares distraído, provocam-te”. Refere-se assim a meninos de 13 anos. O bispo Bernardo Álvarez encerra nesta justificativa a origem de um crime: os abusos sexuais contra menores.

Em uma entrevista concedida ao diário La Opinión de Tenerife, o bispo desenvolve a ideia até contestar à jornalista que, previamente, lhe tinha assinalado que “a diferença entre uma relação homossexual e um abuso está clara”. Por se persistirem as dúvidas, a entrevistadora recorda ao bispo que “um abuso é uma relação não consentida”. A resposta do prelado não deixa lugar para as dúvidas:

“Pode ter menores que sim o consintam e, de fato, há. Há adolescentes de 13 anos que são menores e estão perfeitamente de acordo e, além disso, desejando-o. Inclusive, se ficares distraído, provocam-te”. Na mesma conversa, o prelado apresenta, sem nuances, todos os preconceitos da Igreja católica contra os homossexuais. “É algo que prejudica as pessoas e a sociedade”, critica o bispo.

“Não é politicamente correto dizer que é uma doença, uma carência, uma deformação da natureza própria do ser humano”, descarrega Bernardo Álvarez, após se proteger em uma frase feita: “As pessoas são sempre dignas do maior respeito”.

Ainda assim, o titular da diocese de Tenerife chega a assegurar que, em ocasiões, a homossexualidade se pratica “como vício”. “Eu não digo que se reprima, mas entre não o reprimir e o promover há uma margem”, acrescenta. O porta-voz do prelado assinalou ontem ao jornal espanhol Público que “em nenhum caso pretendeu justificar nem compreender um fenômeno rejeitável”.

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Mais um padre pedófilo é preso em Santa Catarina

Sempre é bom recordar: O Padre Angelo Chiarelli de 64 anos, da ordem dos capuchinhos,  foi preso em flagrante pela polícia cívil por atentado violento ao pudor, e após prestar depoimento na Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente, foi encaminhado ao Presídio Regional de Rio do Sul (SC), onde está isolado em uma cela especial. É um absurdo de situação, e a comunicação da Igreja Católica pode até tentar abafar o caso, mas não tem oratoria que dê solução a um caso desses.

Na sexta-feira, no momento em que os policiais entraram em seu apartamento ele estava no quarto, sentado com a vítima, uma garota de 13 anos, com a braguilha aberta. A polícia, com autorização judicial, vinha monitorando as ligações diárias do frei, além de mensagens que enviava pelo seu celular. O envolvimento entre o sacerdote e a menor foi denunciado pelos próprios familiares ao Ministério Público. Desde então, a polícia vinha monitorando as conversas.

Assista o video:

 

 

 

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Arapiraca (AL): Vaticano sabe de abusos sexuais e mantêm padres no cargo

Nas ruas de Arapiraca, as pessoas usam expressões de espanto e de repulsa quando comentam as denúncias que vieram à tona no mês passado envolvendo três padres da cidade alagoana, acusados de terem abusado sexualmente, durante anos seguidos, de coroinhas de suas paróquias. “Não consigo acreditar”, disse o aposentado José Pedro de Oliveira, que conhecia e admirava um dos padres há 20 anos. “Um choque. Foi um choque”, definiu o comerciante Moacir da Silva, dono de uma lanchonete na região central.

Essa é a visão da gente que conhecia os sacerdotes por meio de aparições públicas, missas e orações. Mas, entre as pessoas que têm ou já tiveram acesso às sacristias, casas paroquiais, seminários e outras dependências do mundo eclesial, os comentários mudam. Ganha corpo ali outro tipo de perplexidade, que envolve a demora da Igreja na adoção de medidas que impeçam o surgimento dos abusos e, pior ainda, sua continuidade. Em Arapiraca não se leva muito tempo para descobrir que os possíveis abusos sexuais cometidos pelos padres denunciados são tema de conversas há mais de dez anos nos bastidores da Diocese de Penedo – a província eclesiástica que engloba a cidade.

O que se pergunta aqui é: por que a Igreja não tomou providência? Por que deixou se repetir nesta cidade nordestina de pouco mais de 200 mil habitantes o mesmo tipo de inoperância que já foi seguidas vezes observado em diversas partes do mundo, desde meados dos anos 80, quando eclodiram nos EUA as primeiras denúncias de pedofilia envolvendo sacerdotes? Uma das possíveis respostas é que a Igreja ainda se vê como um mundo à parte, capaz de resolver sozinha, com seus códigos e normas religiosas, atos que a sociedade considera criminosos.

Os transgressores de Arapiraca usaram a seu favor essa atitude da Igreja. Pareciam tão seguros da impunidade que chegaram a tratar o assunto publicamente. Anderson Faria, de 21 anos, um dos três ex-coroinhas que decidiram denunciar os abusos a que teriam sido submetidos, relatou ao Estado que, seis anos atrás, quando decidiu se afastar do monsenhor Raimundo Gomes Nascimento, um dos acusados, foi surpreendido com a reação dele. No púlpito, diante de fiéis que não entendiam exatamente o que estava acontecendo, ele atacou o rapaz que desejava se livrar dos abusos, acusando-o de ingrato. “Disse que eu estava indo para o caminho do mal”, lembrou o ex-coroinha.

Foi tão pesado que a mãe de Anderson dirigiu-se à sacristia, após a missa, para reclamar. Só recentemente, quando o filho relatou-lhe os abusos, ela teria compreendido a contundência da homilia do monsenhor. “Ele não tinha vergonha nenhuma do que fazia”, disse o ex-coroinha.

Os fatos eram conhecidos nos círculos internos. Quando começaram a vir à tona, dois anos atrás, foram feitas negociações secretas para silenciar os ex-coroinhas. O bispo italiano d. Valério Breda, à frente da Diocese de Penedo há 13 anos, teria sido informado sobre cada passo desses episódios, segundo relatos e documentos apresentados pelos ex-coroinhas.

Silêncio

O Estado procurou, sem sucesso, conversar com o bispo em diferentes ocasiões na semana passada. Ele tem evitado a imprensa e também proíbe os padres de falarem. Em nota oficial, porém, assegurou na quinta-feira que só soube dos fatos após a reportagem veiculada pelo SBT em março, que deu repercussão nacional ao caso.

Em Arapiraca, a 130 quilômetros da capital, os três acusados que apareceram na primeira denúncia são bem conhecidos. Monsenhor Raimundo, de 53 anos, um homem robusto e de pensamento conservador, já chegou a dirigir a Diocese de Penedo, como vigário capitular. Isso ocorreu entre 1994 e 1997, quando o bispo alemão Constantino Lüers afastou-se do cargo e o Vaticano ficou indeciso quanto ao sucessor. Desde aquela época o nome do monsenhor passou a ser cogitado em todas as nomeações de novos bispos na região. Dizia-se até que seria o futuro bispo de Arapiraca, que, na condição de segunda maior cidade do Estado, sonha em ser elevada pelo Vaticano à condição de sede diocesana.

Prestígio maior tinha monsenhor Luiz Marques Barbosa – o sacerdote de 83 anos que aparece mantendo relações sexuais com um jovem na reportagem exibida pelo SBT e, de modo mais detalhado e explícito, no DVD que pode ser comprado em qualquer esquina de Arapiraca, ao preço de R$ 5. Ligado à Renovação Carismática, comandava uma onda de reavivamento conservador na Igreja local e dirigia obras sociais. Simpático, voz forte e afinada, dava ênfase aos cânticos durante as missas e pregava de modo direto e tocante.

É difícil encontrar alguém que não faça algum tipo de elogio ao monsenhor Luiz. Suas missas, na Paróquia São José, atraíam gente de toda a cidade. O motorista de táxi Cícero da Silva saía todos os domingos do bairro conhecido como Baixão e atravessava a cidade para ouvir monsenhor Luiz. “Ele falava da Bíblia de um jeito que até eu, que não sou muito bom de escrita, compreendia.” Após as denúncias, o motorista deixou de ir à igreja: “Agora rezo o meu Pai Nosso sozinho em casa.”

Se voltasse à Paróquia São José, o taxista veria que os admiradores do monsenhor se recusam a tirar seu retrato da parede da casa paroquial. Ele continua lá, imponente, ao lado do papa Bento XVI e de d. Valério.

O terceiro acusado, padre Edilson de Duarte, de 43 anos, era o mais jovem. Dirigia a Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, no centro da cidade e, com o apoio dos dois monsenhores, era um nome em ascensão.

Entre as pessoas que procuram explicações para o que aconteceu encontra-se o padre Manoel Henrique Santana, professor em Maceió e ex-presidente da Associação Nacional do Clero. Para ele, parte da hierarquia da Igreja ainda tende a tratar casos de abuso como pecados a serem perdoados internamente. Na mesma linha, o juiz Manoel Tenório de Oliveira, professor de Direito Penal em Arapiraca, destaca que a cúpula da Igreja não se deu conta que deixou de ser inatacável, como no passado. “Espero que as denúncias acabem estimulando reformas na instituição”, disse o juiz, que é padre casado, pai de três jovens e afastado das funções sacerdotais pela Igreja.

Fonte: OESP

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