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Perseguição a Evangélicos continua na África

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Autoridades militares da Eritréia (país africano) prenderam 75 soldados evangélicos sob a acusação de estarem lendo suas Bíblias e orando nas horas livres.

 

A maioria dos novos prisioneiros, 37 dos quais são mulheres, são estudantes cumprindo o serviço militar obrigatório, na fronteira do país com o Sudão.

 

De acordo com o fontes locais, eles não tentaram fazer nenhum tipo de culto ou reunião evangelística, nem cometeram qualquer ato ilícito.

 

“Em Sawa, possuir uma Bíblia e manter uma devoção pessoal e lealdade a Cristo é proibido”,  afirmou um cristão eritreano. “Isso é considerado um ato de extremismo cristão”.

 

Os soldados muçulmanos, contudo, podem ter suas cópias do Corão e fazer suas orações cinco vezes ao dia.

 

Desde 2002, o regime repressivo do presidente Isaias Afwerki fechou todas as igrejas evangélicas independentes e proibiu que eles se reunissem para culto. Nenhuma igreja é reconhecida pelo governo. Cristãos flagrados em reuniões em suas próprias casas são presos e mantidos incomunicáveis por meses.

 

Aproximadamente 1800 cristãos da Eritréia estão presos por causa da sua fé em campos de concentração ao redor do país. Entre eles estão 28 pastores.  Os crentes são rotineiramente espancados e sofrem forte pressão psicológica para negar sua fé. Mesmo as igrejas consideradas como “legais” pelo governo, as quais são a Católica Ortodoxa e a Luterana, caíram em descrédito junto ao governo e recentemente têm sido igualmente pressionadas e ameaçadas.