Igreja Católica está envolvida no extermínio de 800 mil seres humanos na África em 1994.
DAR ES SALAAM, TANZÂNIA - A corte da ONU que está processando os idealizadores do genocídio de Ruanda, em 1994, condenou um Padre Católico Capelão a 25 anos de prisão na sexta-feira por estupro e por matar tutsis que buscaram abrigo em um colégio.
Emmanuel Rukundo é um dos dois clérigos a ser indiciados Tribunal Criminal Internacional de Ruanda (TCIR) por seu papel do genocídio que durou 100 dias, durante os quais o Exército e milícias hutus mataram 800 mil tutsis e hutus de posição política moderada.
"O Comitê Judicial... considera Rukundo culpado de genocídio, homicídio como crime contra a humanidade e extermínio como crime", disse o TCIR em um comunicado.
O tribunal, que fica na Tanzânia, disse que Rukundo, que era escoltado por soldados ou membros de milícias durante a onda de violência, mantinha uma lista de tutsis cujos movimentos eram monitorados.
Além disso, ele se envolveu no sequestro e assassinato de pessoas que buscaram abrigo em uma escola e também foi condenado por ter estuprado uma jovem tutsi.
"O acusado é considerado culpado de ter abusado de sua autoridade e influência moral para promover o sequestro e o assassinato de refugiados tutsis", disse a corte.
Rukundo, nascido em Ruanda, foi preso em Genebra em 2001. Os anos que ele já passou na cadeia serão levados em conta.
O tribunal começou a trabalhar em 1997 e, até agora, já deu 37 sentenças, das quais apenas seis foram absolvições.
O tribunal deveria ter completado suas tarefas no fim do ano passado e ouvir apelações até o fim de 2010. No entanto, a Assembléia Geral da ONU está considerando estender este mandato.
O secretário-geral da ONU, Ba Ki-moon, está visitando a Tanzânia e deve se encontrar com o TCIR nesta sexta-feira.
Emmanuel Rukundo é um dos dois clérigos a ser indiciados Tribunal Criminal Internacional de Ruanda (TCIR) por seu papel do genocídio que durou 100 dias, durante os quais o Exército e milícias hutus mataram 800 mil tutsis e hutus de posição política moderada.
"O Comitê Judicial... considera Rukundo culpado de genocídio, homicídio como crime contra a humanidade e extermínio como crime", disse o TCIR em um comunicado.
O tribunal, que fica na Tanzânia, disse que Rukundo, que era escoltado por soldados ou membros de milícias durante a onda de violência, mantinha uma lista de tutsis cujos movimentos eram monitorados.
Além disso, ele se envolveu no sequestro e assassinato de pessoas que buscaram abrigo em uma escola e também foi condenado por ter estuprado uma jovem tutsi.
"O acusado é considerado culpado de ter abusado de sua autoridade e influência moral para promover o sequestro e o assassinato de refugiados tutsis", disse a corte.
Rukundo, nascido em Ruanda, foi preso em Genebra em 2001. Os anos que ele já passou na cadeia serão levados em conta.
O tribunal começou a trabalhar em 1997 e, até agora, já deu 37 sentenças, das quais apenas seis foram absolvições.
O tribunal deveria ter completado suas tarefas no fim do ano passado e ouvir apelações até o fim de 2010. No entanto, a Assembléia Geral da ONU está considerando estender este mandato.
O secretário-geral da ONU, Ba Ki-moon, está visitando a Tanzânia e deve se encontrar com o TCIR nesta sexta-feira.
FONTE: Reuters e Estado de São Paulo
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